O início da temporada do NBB5 apresentou algumas discussões sobre os árbitros do nosso basquete, ensejando toda sorte de comentários e opiniões.
Ao debater este assunto, naturalmente devem ser consideradas as regras e orientações da FIBA sobre arbitragem, enquanto entidade internacional de administração do basquetebol. E esse é um assunto muito importante.
Na condição de responsável pelo basquetebol no mundo, em todos os continentes e em centenas de países, a FIBA tem a atribuição de uniformizar as regras e orientações dirigidas aos árbitros, para que o basquete possa ser praticado internacionalmente.
Evidentemente cada membro da FIBA possui as suas peculiaridades, notadamente em relação à cultura da população e até mesmo do jogo, o que cria óbices à pronta adaptação e harmonização da relação entre árbitros e atletas.
Por exemplo, podemos acompanhar partidas de campeonatos europeus onde os atletas pouco se dirigem aos árbitros, enquanto, no Brasil, esse contato é mais tolerado, permitindo, não raro, alguns excessos.
Para os casos em que esse contato se traduz em reclamações acintosas contra decisões da arbitragem, recente recomendação da FIBA determinou que seus autores sejam punidos com falta técnica, exigindo adaptação da nossa realidade.
Não se pretende, neste espaço, indicar responsáveis por eventuais problemas envolvendo a relação entre árbitros e atletas, mas tentar aprofundar esse debate, com o objetivo de que a nossa arbitragem, que é reconhecida internacionalmente e já presente em finais olímpicas e mundiais, bem como os atletas, que nos orgulharam com o quinto lugar nas Olimpíadas de Londres, sejam cada vez mais unidos em prol do crescimento do basquetebol brasileiro e sua consolidação no mundo FIBA.
Filipe Orsolini Pinto de Souza*
*Advogado, sócio de Brocchi, Moraes e Souza Sociedade de Advogados, Auditor da Primeira Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Basquetebol, membro do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo, membro da Comissão de Direito Desportivo da OAB – Campinas/SP., Pós Graduado em Direito pela FGV, Pós Graduado em Direito Desportivo pela Escola Superior de Advocacia da OAB/SP e LLM em Direito Desportivo Internacional pelo Instituto Superior de Derecho y Economia – ISDE (Espanha).
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