ARBITRAR...
A partir do momento que escolhemos essa luta, deixamos para trás aquilo que mais gostamos e aqueles que mais amamos, os momentos que mais deveríamos estar presentes, para fazermos parte de um grande teatro, onde somos coadjuvantes primordiais, para servimos de descarga e mediadores de grandes patrocinadores e potencias que visam, que visam, que visam...
Não existe mais a figura do Renatinho, Cristiano ou do Serginho e aparece a figura pública do árbitro, que dirige a partida. Por costume vale ser xingado por quem acha que conhece, criticado por quem acha que entende, menosprezado por quem acha que joga muito e avaliado por todos que acham que apitar e decidir em frações de segundos - aplicando a regra sem aplicá-la, dando vantagens e desvantagens, sendo totalmente imparcial e não influindo no resultado do jogo - é a coisa mais fácil do mundo.
Sabíamos que a história seria essa, como também sabíamos que entre nós a história seria muito pior, o companheirismo não existiria, a competição não teria limite, os valores não seriam observados, a hierarquia seria esquecida e um dia nós acabaríamos esquecendo e desabafaríamos com raiva, com ódio e com indignação, um trabalho bem feito, o que seria uma coisa normal, mas... O que mais gostamos de fazer está se tornando uma tristeza obsessiva, uma doença sem cura, onde quem poderia ajudar, está deixando escapar o remédio fluir pelos dedos... E o espelho para as futuras gerações...
A vida nasce, tem de ser educada, tem de ser vivida, experimentada e tem de ser amada...
Quanto aos indesejados e provocadores de opiniões diversas e insânias, vamos continuar fazendo o que mais sabemos fazer, deixando um breve sorriso a eles. Com humildade vamos continuar trabalhando...
PACHECO