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BASQUETE - Ponto de vista

Ponto de Vista de Marco Aga

25/04/2013 14:16 h

         

Obrigado, Wlamir Marques

Tenho lido os belos artigos publicados pelo nosso “mestre” Wlamir Marques. Tenho acompanhado também alguns comentários de diversas pessoas, conhecidas ou não, a respeito de suas opiniões e comparações de outras épocas com a do atual momento do basquete brasileiro. Confesso que em até algumas delas não concordo plenamente com suas observações, mas que nosso “mestre” as escreve com propriedade, sabedoria e conhecimento de causa, isto ninguém pode negar. Uma coisa é certa, as pessoas que gostam de basquete deveriam acompanhar seus artigos e comentários porque todos são extremamente didáticos e ilustrativos. Comecei a trabalhar com basquete em 1984, desde aquela época tinha muita vontade em conhecer Wlamir Marques porque todos, principalmente aqueles que o viram jogar, afirmavam que foi o melhor jogador de basquete de todos os tempos. Fui conhecê-lo quando iniciou sua carreira de técnico no time de Limeira. Nos últimos tempos, tive o prazer de conviver com ele mais de perto por causa das transmissões dos jogos do campeonato paulista realizadas pela ESPN-Brasil, emissora em que exerce a função de comentarista com muita dedicação e competência. Foi também através da ESPN-Brasil que recebeu, ao lado de outros campeões mundiais, uma bela homenagem pela conquista do título de campeão mundial de basquete em 1959.

Esta justa e merecida homenagem aconteceu em 2008 durante a realização dos Jogos Abertos do Interior, na cidade de Piracicaba. Esta homenagem inédita, até aquele momento, partiu do jornalista José Trajano, que a fez não só pela conquista do título mundial de 1959, mas também pelo bicampeonato alcançado em 1963.

Para aqueles que não viram ou não têm gravado na memória o nome de nossos atletas que foram campeões e bicampeões mundiais, faço questão de citá-los aqui para humildemente homenageá-los: Mundial do Chile (1959): Wlamir Marques, Waldemar Blatkauskas, Rosa Branca, Pedro Vicente Fonseca (Pecente), Otto Carlos da Nóbrega, Jathyr Eduardo Schall, Fernando de Freitas (Fernando Brobró), Edson Bispo dos Santos, Waldyr Boccardo, Amaury Passos, Zenny de Azevedo (Algodão) e José Maciel Senra (Zezinho). Técnico: Togo Renan Soares (Kanela). Mundial do Brasil (1963): Amaury Passos, Wlamir Marques, Ubiratan Pereira Maciel, Carlos Domingos Massoni (Mosquito), Benedito Cícero Tortelli, Carmo de Souza (Rosa Branca), Jathyr Eduardo Schall, Luís Claudio Menon, Antonio Salvador Sucar, Vítor Mirshauswka, Waldemar Blatkauskas e Friedrich William Braun (Fritz) Técnico: Togo Renan Soares (Kanela). No primeiro mundial conquistado não era nem nascido, na conquista do segundo tinha apenas dois anos de idade. Neste ano comemoramos 50 anos da conquista do bicampeão mundial, Wlamir Marques esteve em quadra na conquista dos dois títulos mais importantes da história do basquete brasileiro, fico imaginando a emoção e o orgulho que ele e seus companheiros de seleção sentiram há 50 anos e sentem até hoje por tamanha conquista e proeza. Sei que é muito difícil comparar o basquete jogado naquela época com o de hoje, mas nosso “mestre” tem todo o direito de fazê-lo porque mesmo o basquete de hoje sendo jogado de maneira diferente, a essência, os fundamentos, os conceitos básicos do jogo, os aspectos individuais e coletivos têm muitas coisas em comum. Lendo e ouvindo nosso “mestre”, acho que ao invés de discordarmos publicamente de seus apontamentos, deveríamos sentir orgulho de tê-lo entre nós, não só pela sua história e conquistas, mas por tudo o que ele representa ao esporte e ao basquete brasileiro.

Wlamir Marques fala e escreve com emoção. Dá pra notar em seu semblante o quanto ele é apaixonado pelo nosso basquete. Antes de terminar, faço questão de citar algumas de suas conquistas como atleta: bicampeão mundial (1959 e 1963); duas vezes vice-campeão mundial (1954 e 1970); duas medalhas olímpicas (1960 e 1964); tetracampeão Sul-americano; dez vezes campeão paulista; seis vezes campeão dos Jogos Abertos; eleito o melhor atleta da América do Sul em 1961. Tudo isto, aliado ao seu caráter, seus princípios, sua humildade e sua preocupação em dar atenção às outras pessoas ou em dar conselhos a diversos atletas, o fazem um ícone e uma “lenda” viva do basquete brasileiro.

Que saudade de nossas confraternizações após os jogos transmitidos pela ESPN nas cidades de Casa Branca e Assis. Muito obrigado, mestre Wlamir Marques, por tudo que você fez, faz e representa ao basquete do Brasil.

Marco Antonio Aga

Equipe Databasket
databasket@databasket.com

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