| 15-01-2003 |
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| Pergunta: |
Marcel, Muito obrigado pela sua habitual atenção. Acredito que você seja o grande nome para a mudança do basquete e, desta forma, lhe depositamos nossas esperanças para que o mesmo volte a ter grande relevância sem estes delíros do HR e da CBB.
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| Resposta: |
Antonio, obrigado pela força. Insisto que não descansarei enquanto não mudar a cara do basquete brasileiro.
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| 15-01-2003 |
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| Pergunta: |
Marcel, estive lendo nos jornais e na net sobre as intenções da nova CT da Seleção Brasileira de ouvir as opiniões dos técnicos do país para a realização dos trabalhos da Seleção. Vc já foi contactado ou convidado pelo Lula e cia.? Vc acha que isso vai dar certo ou influenciar de alguma forma os rumos da "nova" Seleção e comissão técnica? Os artigos do Charey Rosen no site da ESPN são únicos. Sinto que ele tem uma visão diferenciada da maioria. Espero que tenha vc gostado. Na sua última resposta a mim, vc comparou as atitudes do Kobe de hoje as do PIppen de 94. Mesmo assim, lembro-me que o Chicago teve uma campanha similar a de 93 (55-27), apesar de um começo - primeiros 20 jogos- complicado. Isto se deveria ao fato do elenco coadjuvante do Chicago de 94 ser melhor ao do LAkers 2003, mesmo com o Pippen "forçando" um pouco a barra? Vc espera finais equilibradas entre Uniara e COC ou Ribeirão leva o título invicto? Na série Mogi e Araraquara, reparamos - eu e meu irmão - que toda vez que o Dedé pegava a bola no "post up" ele simplesmente matava qualquer um da Uniara que o estivesse marcando. Pq no Brasil não se explora esse tipo de opção, de alas ou armadores jogando no post up? Será por falta de reserva técnica dos jogadores para jogar por ali ou por opção dos técnicos, que preferem os tradicionais pivôs por ali - isso quando eles conseguem fazer esse jogo e não simplesmente servem de poste para corta-luz e para pegar rebote? Um abraço.
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| Resposta: |
Francisco, li uma entrevista do Lula no O Globo, onde ele convida a todos, inclusive a mim, para a grande discussão técnica proposta por ele. Não sei se isso irá funcionar. Sei, porém, que somente comparecerei a esta reunião se for oficialmente convidado. Isso se tal encontro realmente ocorrer. A NBA de 93 é muito diferente da atual. As equipes de hoje são muito mais fortes e o equilíbrio entre elas é maior. O basquete mudou muito desde então. Depois que o COC venceu em Araraquara, parece-me que a equipe de Ribeirão tem tudo para fechar a série em três partidas. Entretanto, tudo pode acontecer. Os jogadores estão presos a esquemas táticos por vezes muito rígidos. Tais jogadas não permitem, ao contrário do que acontece como o Dedé, que os jogadores utilizem todo o seu potencial técnico. O papel do pivô deve ser melhor aproveitado como vc sugere. Abraços.
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| 14-01-2003 |
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| Pergunta: |
ola senhor MARCEL, eu queria perguntar o senhor se há exercicios que ajuda a crescer e qual é a altura do aro ou arco do chão, era tude tchau.
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| Resposta: |
Adelino, A altura do aro ao chão é de 3,05m. A atividade física ajuda no desenvolvimento do indivíduo. Fazer crescer é mais obra da herança genética das pessoas. Tchau!
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| 14-01-2003 |
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| Pergunta: |
Olá Marcel, gostaria que voce me esclarecesse se possivel, como a atual comissao tecnica fará para avaliar os jogadores que estao atuando fora do país. Nao me refiro apenas a Nene e Anderson, mas jogadores pouco conhecidos como Marcus Vinicius, Fabio Ribeiro, Marcelo Damiao entre outros. Será que ficarao assim como eu só vendo pelo scout? Ou será que o COC o Bauru e o Minas liberarao os tecnicos para assistirem esses jogadores. Acho muito dificil... Outra duvida que eu tenho é quanto ao Edu. Quantos anos ele tem? E que posicao seria mais apropriada para o futuroso jogador. A ultima agora: O que acontece com o Edvar Junior, todos os jogos finais ele meio que se descontrola, quer bater e chutar a todos. Será genético? Abraços Fábio Balassiano
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| Resposta: |
Fábio, não saberia lhe responder quais serão os critérios para a avaliação dos jogadores no exterior. Até o ano passado, o desempenho da grande maioria deles era praticamente ignorada pela CT. Minha sugestão é que se abra um "camp de verão" para esses jogadores. Quem desejar vir e mostrar seu trabalho seria observado pela atual CT. Obviamente a CBB não deveria gastar com o transporte desses jogadores, ela simplesmente divulgaria que, para quem estivesse jogando no exterior, estaria aberto um "camp" de avaliação. Marcelo Damião já jogou pela seleção italiana e não poderá defender a nossa equipe. O Marcos Vinícius esteve na seleção juvenil, 6ª colocada no Sul-Americano da Colômbia. Ele está nos planos da CBB. Já o Fábio Ribeiro eu conheço muito bem. É um ala-pivô de formação norte-americana, que teve muito sucesso na Europa nos anos 90. Seu jogo sempre foi ignorado pelos técnicos que dirigiram a seleção até hoje. Não acredito que nenhum treinador seja liberado para assistir aos jogos desses brasileiros de potencial que estão no exterior. Creio que o Edu seja ainda juvenil. A posição dele é correta. O Edvar Jr quer vencer. Desejar a vitória é antes de mais nada influência do meio. Na casa dele as vitórias sempre aconteceram. Abraços.
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| 14-01-2003 |
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| Pergunta: |
Marcel , Gostaria de fazer 2 em 1 ( perguntas ) 1º)Considerando que, se voce fosse o técnico do time do Brasil, e tivesse todo tempo e estrutura necessária para a preparação do time disputar o mundial de seleções e que todos os jogadores estivessem à sua disposição; na sua opinião e experiência qual seria a colocação máxima que o Brasil poderia atingir ? Ou seja, na sua opnião em que posição no ranking mundial o Brasil está ? 2º)Voce acha que os dirigentes paulistas fazem um bom trabalho na organização e estrutura dos campeonatos de base. Voce sugeriria algo diferente do que é feito ? Antecipadamente, obrigado
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| Resposta: |
Guilherme, a sua primeira pergunta é a que eu gostaria que me tivessem feito na época da polêmica. Vc levanta, com muita propriedade, vários fatores que influenciam o sucesso de qualquer equipe, principalmente o da nossa seleção. Tempo de treinamento, estrutura, jogadores à disposição, entre outros, são os diferenciais entre o sucesso e o fracasso de uma equipe. A ética, no entanto, não me permite responder à sua pergunta, pois a seleção já tem o seu treinador e devemos aguardar o seu posicionamento. Peço desculpas e lamento, pois seria uma excelente oportunidade para mostrar as minhas idéias. Quanto à sua segunda pergunta, eu sugeriria três coisas ao trabalho de base. A primeira delas é que se diminuissem o número de jogos para que os futuros talentos tivessem mais tempo de treinamento. Na minha formação, eu jogava apenas sete jogos por ano, mas ficava treinando o ano inteiro. Categorias até o infanto não deveriam ter tantos jogos. A competição entre as equipes nessas categorias (até o infanto) também não deveria ser estimulada, pois faz com que diretores, jogadores e treinadores prefiram atalhos técnicos para o sucesso imediato de suas equipes. Sei que não é parâmetro, mas a minha equipe de formação, Jundiaí Clube, nunca venceu um campeonato até essa idade. A segunda sugestão é que se crie um certo tipo de vínculo entre a primeira inscrição do atleta na CBB e sua participação em campeonatos brasileiros. Quero dizer que se um clube traz um jogador de um outro Estado e esse tiver que ser transferido via CBB, para jogos dos campeonatos brasileiros fica valendo essa primeira inscrição, ou seja, um gaúcho formado pela SOGIPA, que se transferiu para um clube de outro Estado, somente poderá participar de um campeonato brasileiro de qualquer categoria pelo RS. Essa medida proporcionaria um desenvolvimento maior desses centros formadores, o que aumentaria o número de talentos para o esporte. Outras modalidades esportivas (nem precisamos dizer quais) já adotaram essa regra. A terceira sugestão seria o controle dos estudos desses jogadores. Não podemos formar jogadores de basquete nos esquecendo que a formação educacional destes seja tão importante quanto a formação atlética. As federações estaduais deveriam exigir como documento para a inscrição dos jogadores a prova de que estes estivessem efetivamente estudando e monitorar o desempenho estudantil dos atletas durante o ano, impedindo a atuação dos que fracassassem na escola. Os jogadores deveriam sair do juvenil com o segundo grau completo e prontos para a faculdade. Creio que nem precisemos explicar as razões dessa terceira sugestão. Disponha sempre.
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| 14-01-2003 |
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| Pergunta: |
Olá Marcel, Como vai? Seu site é um dos mais informativos da Internet. Uma sugestão adicional, a qual já vi escrita por outros leitores também, seria você colocar as movimentações de jogadores uma vez que a televisão não nos proporciona tal informação. A propósito, você tem notícias do Leandro Binotto? Qual sua opinião técnica sobre ele? Abraços
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| Resposta: |
Antonio, monitorar todas as movimentações dos clubes e jogadores é um trabalho que requer dedicação exclusiva, telefonemas, pesquisas, etc. Nosso site não conta com recursos para contratar uma pessoa para esse fim. Infelizmente nos limitamos a "seguir a boiada" e publicar as contratações quando elas aparecem oficialmente. É uma falha, que esperamos solucionar com o tempo. O Leandro Binotto transferiu-se para o Pinheiros. Treinei esse jogador desde o infanto até o adulto. É um excelente atleta, com personalidade forte e muito ágil. Domina muito bem os fundamentos do jogo. Ele tem muito futuro pela frente. Abraços.
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| 13-01-2003 |
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| Pergunta: |
Quero estar informada sobre as temporadas de bask.no exterior e quando pode ir,ou jogar lá.pronto resumindo,ou melhor se tenho oportunidade de jogar e ESTUDAR,POIS ESTOU NO 2 ANO de EDUCAÇAÕ FISICA. MUITO OBRIGADA!!!!!!!!!
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| Resposta: |
Lori, a temporada de basquete no exterior começa em agosto, portanto, estamos bem no meio da atual temporada. Na Europa a possibilidade de estudar e jogar é muito pequena, pois os treinamentos, viagens e partidas tomam grande parte do tempo das atletas. Existe também o problema do idioma e da transferência do curso de Educação Física, que não é reconhecido em alguns países. Meu conselho a vc é que se dedique aos treinamentos aqui no Brasil, termine os seus estudos e só depois tente a opção Europa. Como vc já começou o seu curso superior, não sei se isso será empeçilho para jogar no universitário norte-americano. Disponha.
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| 13-01-2003 |
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| Pergunta: |
Marcel: Você poderia fazer o perfil do Marcus Vinícius que está na Itália, qualidades e defeitos e também suas características gerais.Obrigado.
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| Resposta: |
Rodrigo, Marcos Vinícius é um alinha de 2,04, ou seja, um jogador moderno, que está sendo preparado para jogar na posição número 2, embora sua posição de origem tanto no Corinthians como em Bauru tivesse sido a número 3. Ele está fazendo um excelente trabalho de fundamentos (para encarar essa mudança de posição), bem como de preparação física no seu atual clube, a equipe italiana de Pesaro. Dizem que ele tem muito futuro na NBA. Na verdade, eu ainda não tive a oportunidade de assistir a um jogo do Marquinhos, mas quem viu garante que o menino é um talento. Disponha.
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| 11-01-2003 |
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| Pergunta: |
Marcel, gostaria de saber se vc acompanha os artigos do site da ESPN internacional, em especial os de Charley Rosen, que foi assistente técnico do Phil Jackson ainda na CBA. Acho interessante sua (dele)abordagem do ST com relação ao jogo do KObe e como ele desafia e "desrespeita" o sistema. Vc tem lido esses artigos? Como vc vê a invencibilidade do COC no Paulista? Vc tem gostado dos jogos? Tenho achado a arbitragem muito permissiva com contato -acho que estão confundindo com judô porque eu nunca vi tanto agarra-agarra. E vc? Quando vc fala que marcamos com as mãos, se refere ao famoso "handcheck" que ouvimos nos jogos norte-americanos, que a NBA tenta coibir cada vez mais no início das temporadas? Gostei das declarações do Oscar no site do LAncenet ao dizer que "defesa é com as pernas, não com as mãos". A prática de segurar o jogador na linha da cintura, como no handball, torna o jogo quase impossível. E ainda temos que ouvir que fulano marca bem pq não toma cortes. Lógico, segurando até eu. Um abraço.
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| Resposta: |
Francisco, essa coluna do Rosen foi uma grande dica. Obrigado. Creio que acontece com o Kobe o mesmo que ocorreu com o Pippen quando MJ se despediu das quadras pela primeira vez. Pippen se achou o dono da balalaika e começou a querer jogar sozinho, decidir todas as bolas mais difíceis, enfim, assumiu o papel do "the man", quando isso não existe no ST. O caso de Kobe, segundo Rosen, é ainda mais grave, pois o menino tecnicamente é muito mais "aparelhado" do que o Pippen e além de "ir para cima" da defesa, coisa vetada no ST, onde vc joga com a defesa e não contra ela, Kobe deixa seus companheiros "menos dotados" livres para arremessar de lugares que não estão habituados a faze-lo. Como a bola regularmente não cai, a imprensa e os torcedores caem em cima desses jogadores e Kobe faz cara de "tá vendo como eu deixo vc livre. Agora mete que eu quero ver". Na verdade, a ausência de Shaq na sua melhor forma faz com que os Lakers percam o já precário equilíbrio entre seus principais jogadores. Muito bom o artigo. Por enquanto tenho observado os jogos finais do paulistão com muita atenção. Gostei do terceiro jogo entre Valtra e Uniara e também do terceiro entre COC e Franca. A arbitragem está de acordo com os critérios brasileiros de defesa: um Ippon vence o encontro. Não, isso que nós vemos por aqui não é "hand check", que é proibido nos EUA se o jogador estiver de posse de bola, mas sim "holding" mesmo. Oscar está certo, pois quando vamos jogar lá fora tentamos fazer a mesma coisa e isso não pode. O jogo de 1 contra 1, tanto ataque com defesa, está muito fraco no Brasil. Abraços.
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| 11-01-2003 |
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| Pergunta: |
Marcel, se nós aqui no Brasil, montacemos uma espécie de Street Ball, parecido com a AND 1, você acha que daria certo, chamaria público e talvez a televisão???
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| Resposta: |
Alex, toda iniciativa é válida e merece ser tentada. Se for feita em local adequado, na época certe e contar com um bom patrocinador, por que não?
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