| 06-05-2002 |
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| Pergunta: |
GOSTARIA DE SABER ONDE POSSO LER OS ARTIGOS PUBLICADOS.?OU COMO FUNCIONA O ESQUEMA DE PUBLICAÇÃO..OBRIGADO
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| Resposta: |
Miro, estamos trabalhando para poder publica-los dentro em breve. Por favor, desculpe-me pela demora.
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| 06-05-2002 |
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| Pergunta: |
Gostaria que desse sua opinião e fizesse um paralelo entre o artigo do regulamento CBB que entre outras coisas obriga os clubes a utilizarem juvenis e a pratica , a utilização desses jogadores durante o Brasileiro ?
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| Resposta: |
Alcir, a história já tem mais de 5 anos. O técnico HR via o seu time, de salário abaixo da média do mercado (inclusive o dele), ser assediado por várias equipes que pretendiam dar melhores condições de trabalho ($$$) à então poderosa equipe de Franca. HR controlava muito bem seus "meninos", que estavam começando a montar para ele e para a tradicional cidade de Franca a grande hegemonia de HR no cenário nacional. A oportunidade encontrada para reverter esse quadro foi o basquete argentino, que havia tido um grande progresso em 95/96 e contava com essa regra estranha que, num lugar onde se jogue o tal basquete moderno, não chegaria a ser motivo de estudos de viabilização, pois fere a lei de mercado (oferta e procura). A CBB mudava de presidente e HR era o arauto do novo basquete que, entre outras coisas, execrava o chamado "pega e chuta" de épocas mais gloriosas para as cores nacionais. Lembro-me de que HR justificava o sucesso Argentino dando vivas a essa determinação, como se nós precisássemos disso: Oscar foi titular aos 17 anos no Palmeiras, Anderson Varejão foi para o Barcelona ainda juvenil, o time do Pinheiros que disputou o brasileiro de 98/99 tinha todo o quinteto titular formado por juvenis que derrotaram, naquela temporada, a poderosa equipe de Franca (campeã paulista e do CNBM) por três vezes. Quem é craque não precisa desse tipo de proteção. Muito menos de reserva de mercado. O problema do basquete brasileiro é que ele é escrito de uma maneira e lido de outra. A gente pode até concordar com HR que os jovens não tão talentosos assim precisem de espaço e tempo de jogo, mas o que o então técnico de Franca realmente queria e conseguiu era limitar para 9, ao invés de 12, o número de jogadores nas equipes em condições de levar seus talentos para suas (delas) fileiras. Tanto é verdade, que Franca passou mesmo assim por um processo de dilapidação de seu patrimônio técnico que culminou com aquele Vasco e Franca noTijuca, onde o único prejudicado foi o juíz do jogo, vítima de uma seqüência de fatos dos quais tinha uma responsabilidade menor. Vc poderia me informar por onde esse árbitro anda? Até aí, alguns (ou todos) podem me contestar dizendo que o basquete ganhou muito com isso, que times medianos conseguiram melhorar seus quadros encaixando alguns "rejeitados pre-veteranos". Tudo bem. Aceito seus argumentos, mas esses perdem o valor quando, intervindo na lei universal do jogo, mudaram os critérios de desempate para as equipes com o mesmo número de pontos no CNBM. O novo critério estabelece que, no caso de empate entre duas ou mais equipes, quem tem melhor cesta average, ou seja aquela que tiver a maior diferença entre pontos pró e pontos contra será a melhor classificada. Na prática, os treinadores dizem aos seus jogadores: "Quando pegarmos um adversário mais fraco, a gente entuxa o quanto for possível". Claro!! É o regulamento. Se os treinadores querem o melhor para as suas equipes, são obrigados a jogar com seus melhores atletas até a exaustão. O Guerrinha poderia estar preparando seus atletas muito melhor e cumprindo com o seu papel de educador se a regra do desempate fosse o universal confronto direto. No último jogo do campeonato ele certamente descansaria os titulares e promoveria seus jovens valores. Ao invés disso, ele será obrigado a tentar vencer pela maior diferença possível, pois HR vem aí com mais duas partidas consideradas fáceis e poderá surpreender (não duvidem). HR e o Vasco, vítimas do abandono e das contusões de seus jogadores, também poderia dar um refresco aos seus sete magníficos descansando-os nesses dois jogos e promovendo os seus juvenis, mas com certeza tentará a vitória por largas margens nesses dois encontros, pois sabe que coloca a "mão na taça" se terminar em primeiro. As jovens promessas? Bem, essas estarão aumentando seus programas de milhagens da TAM e irão viajar "na faixa" depois do CNBM.
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| 06-05-2002 |
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| Pergunta: |
Marcel, primeiramente obrigado pelas dicas. Eu penso que todos nós devemos sempre tentar crescer como pessoa, filho, amigo,e neste caso, como "basqueteiro" (técnico, jogador, apreciador, etc.). Eu realmente gostaria de ter mais de cinco horas diárias para treinamento - talvez eu até tenha seis -, mas é realmente complicado conciliarmos a faculdade e outros afazeres com o basquete. Segundo li na reportagem especial sobre o Pan-87 no site do Prof. José Medalha,você já passou pelo mesmo problema que eu quando fazia medicina em Jundiaí - temos que achar um tempo que não temos. Mesmo assim,você me elucidou para o fato de que nunca devemos nos dar por satisfeitos quando almejamos alguma coisa melhor. Prometo que vou me agendar melhor e ponderar a importância de tudo isso. Aliás, quantas horas diárias você treinava nos seus aureos tempos? Mudando de assunto, vou lhe fazer uma pergunta que talvez seja meio chata - provavelmente terei uma resposta incompleta-: você e o Oscar estão brigados ou apenas não são mais tão chegados quanto antes? Se sim, deve-se ao fato da relação técnico/jogador-dono-do-time? Outra coisa: será que a Bandeirantes vai cobrir mais jogos do CNBM agora que eles estão inaugurando o canal a cabo BandSports? Sinceramente, tomara que sim. Tomara também que eles reprisem a final do Pan/87. É que ver os americanos perder é engraçado, principalmente aqueles mais ponposos, tipo Vince Carter, Gary Payton, e outros tantos malas-sem-alça. Um grande abraço.
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| Resposta: |
Francisco, quando iniciei o curso de Medicina em Jundiaí, a gente treinava apenas três vezes por semana, às segundas, quartas e sextas. Somente na seleção brasileira é que treinávamos duas vezes por dia. Como os principais campeonatos ocorrem sempre no período de férias, dava para ir levando. Na metade do meu 4º ano, o Cláudio Mortari veio para o Sírio e nós passamos a treinar todos os dias, à noite, inclusive aos sábados e domingos. Em 79, quando vencemos a Taça William Jones, considerada o Mundial de Clubes da época, o Sírio teve 300 dias de atividade no basquete dos 365 dias do ano. Desnecessário dizer que ao final da minha graduação em Medicina, eu estava um "trapo". Daquela época, até o final dos anos 80, quando vencemos o Pan de 87, os que eram considerados jogadores de alta performance treinavam de 5 a 6 horas diárias. Eu, por exemplo, na cliniquei e só joguei basquete de 82, ano da minha formatura, a 92, quando deixei a seleção brasileira e fiz o meu estágio em Radiologia por 5 anos. Portanto, Francisco, no meu período "fértil", eu já treinava de 5 a 6 horas por dia. Lembro-me que, na campanha do Pan de 87, o Oscar (de quem não irei comentar a sua pergunta) e eu levantávamos às 6:30 da manhã para correr e íamos fazer mais atividade física (natação, arremessos, corrida) após os jogos ou treinos. O preparador físico da época era nada menos do que o Professor Doutor Valdir Barbanti, hoje diretor da Faculdade de Educação Física da USP, e nós ainda treinávamos por nossa conta. Não quero chatear ninguém, mas atualmente esse tipo de treinamento que realizávamos (Oscar e eu) está totalmente ultrapassado. Os atletas que ora estão na seleção brasileira, já têm essa carga de treinamento em seus clubes. Qualquer equipe de ponta treina de cinco a seis horas por dia se quiser honrar esse status. Então, é onde vc entra, é preciso um comprometimento maior por parte de todos para que possamos reverter o atual quadro do basquete brasileiro. Alguns acreditam que estamos no caminho certo com essa carga de treinamento e esse nível de competição. Eu afirmo que são insuficientes se quisermos, não nos ombrear com as grandes potências, mas sim chegarmos ao máximo de nosso potencial técnico. Vc poderia esperar grandes surpresas no seu jogo se me seguisse. Acabei de lhe mostrar o sacrifício que fazíamos para estar no top de nossa forma. Hoje é preciso muito mais. Eu reafirmo que o potencial técnico do jogador de basquete brasileiro, tanto no masculino como no feminino, é muito maior que o que todos apresentam atualmente. O fator limitante? Treinamento. Só isso. Quanto à Band TV, pelo que sei, eles irão até o final do CNBM na transmissão por canal aberto. Aliás, eles também irão reprisar a final do Pan de 87. Abraços.
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| 04-05-2002 |
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| Pergunta: |
Oi Marcel, tudo bem? Já no final da fase de classificação , e com os 8 primeiros praticamente decididos , quem vc aponta como os destaques do campeonato nacional ? ABRAÇOS
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| Resposta: |
Flavio, em primeiro lugar disparado, eu apontaria como destaque o excelente trabalho de divulgação do nosso basquete, trabalho esse realizado principalmente pela Band TV, através de Silvio Luis, o MVP do campeonato, Fábio Sormani e Bruno Laurence. O grande progresso de jogadores como Valtinho e Luis Fernando também merece crédito. A atuação do Minas TC, não classificado na bola, mas com potencial financeiro para formar uma equipe que está brigando com vantagens pelos playoffs, nos dá a esperança de que o basquete tem futuro ($$$). A disposição de certos atletas defenderem seus clubes apenas pelo ideal de jogar em uma equipe competitiva sem receber quase nenhuma ajuda financeira, demonstra os valores que realmente regem o nosso jogador de alta performance. No geral, o CNBM está muito equilibrado e promete melhorar ainda mais na próxima fase. Abraços.
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| 04-05-2002 |
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| Pergunta: |
Marcel,gostaria muito de que você me dê sua opnião.Se você fosse o técnico da seleção,quais seriam seus 12 convocados para o mundial?E por que o Hélio Rubens não convoca o Valtinho,que é 10 vezes melhor que o Helinho,fica parecendo que o Hélio protege seu filho e ainda não gosta do Valtinho que para mim é o melhor armador do Brasil,pela sua consistência,precisão nos passes,além de jogar com segurança.Dê sua opnião sobre este fato em que não entendo muito bem a posição do Hélio.
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| Resposta: |
Neri, em primeiro lugar, não é correto, sendo técnico, dar "pitaco" no time de outro treinador. Se eu fosse apenas um ex-jogador, daria minha lista com muita tranquilidade. Não me sinto com esse direito e espero que vc o respeite. Convocar ou não o Valtinho é uma questão para a CT da nossa seleção. Particularmente não saberia lhe responder se o Valtinho teria condições de jogar com o mesmo brilhantismo que vem atuando no CNBM em competições internacionais. A razão dessa minha dúvida vem do fato de que o nosso treinador principal, HR, não o observou em competições de menor importância como o Sul-americano ou a Copa América. HR deu mostras a todos, de já estar com os armadores definidos. De coração aberto eu lhe diria que se o Helinho fosse meu filho e eu o técnico da equipe brasileira, ele também seria convocado. Veja bem, eu me lembro que desde quando o "cocão" (era esse o seu apelido) nasceu, ele respira basquete. Seu pai, um dos grandes jogadores do basquete brasileiro, desde menino o levou para as quadras, onde era mascote da poderosa equipe de Franca dos anos 70. O menino cresceu entre casa de grande jogador, vestiários, treinos e jogos. Helinho adquiriu uma cultura esportiva invejável, que reflete na maneira como interpreta o jogo. Se Helinho é um bom jogador? Isso é um fato, senão HR não o lançaria nessa fogueira que é o CNBM. O basquete está lotado de filhos que não seguiram o caminho dos pais. Se existe um jogador melhor que ele na posição? Provavelmente sim, mas a diferença técnica entre esse jogador e Helinho não é tão evidente que possa balançar a opinião técnica do treinador da seleção brasileira, que, vejam só, é seu pai. Como já declarei nesse espaço, concordo com vc quando diz que o Valtinho tem grandes qualidades na armação, mas lhe pergunto: será que ele consiguirá atuar da mesma maneira a que estamos habituados no Mundial? Já o vimos jogar em uma competição internacional? E agora? Arriscamos no Mundial ou vamos com quem já tem mais experiência internacional? Será que a diferença entre Valtinho, ou qualquer outro armador brasileiro, e Helinho é tão grande assim? Se vc fosse pai do Helinho e treinador da seleção o deixaria em casa?
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| 02-05-2002 |
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| Pergunta: |
Tinha certeza que o aspecto do preparo físico seria o de maior importância na sua resposta. Não sei se você concorda comigo, mas como a tendência do basquete mundial é se "NBAlizar" cada vez mais, quanto mais potente fisicamente for o atleta, maiores as suas chances de sucesso. Tanto é verdade que em diversas matérias que vi sobre o Michael Jordan, vários diziam que a sua diferença para as outras lendas do jogo - Magic, Bird, Dr.J - é que ele tinha o "total package", ou seja, aliava a excelência na técnica e no preparo físico. Ao ver os atletas da NBA, vejo que uma boa parte deles é feita de jogadores extremamente bem preparados fisicamente com certas limitações técnicas. São exemplos clássicos disso Dennis Rodman, Ben Wallace, Antonio Davis, Kenyon Martin - é o basquete força a que o Dodi se referiu quando você esteve no Bola da Vez. Me parece que lá se enxerga diferente do resto do mundo: um jogador que tenha uma atleticidade excelente, o "quick feet" necessário na defesa e qualidades técnicas medianas tem mais chances que aquele de preparo físico e qualidades defensivas medianas e técnica impecável - a não ser que este seja um "chutador" muito bom mesmo (Ex: Dell Curry, Tracy Murray, Steve Kerr). O que há de correto e equivocado nestas afirmações? Se eu, hipoteticamente, tenho 5 horas diárias disponíveis para treinar, devo usar este tempo proporcionalmente às porcentagens que você citou? Mudando de assunto, que livros você indicaria, nacionais ou importados, sobre preparação técnica e física para basquete? As dicas de um vencedor como você são muito importantes para um simples e esforçado amante do basquete como eu. Muito obrigado.
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| Resposta: |
Francisco, parabéns. Não teria nada a comentar sobre suas definições da NBA. Quantos às suas afirmações,se vc tivesse 5 horas diárias disponíveis para treinamento eu lhe diria que vc estaria treinando muito pouco. Atualmente é preciso muito mais que isso no Brasil se quisermos nos equiparar às grandes potências do basquete mundial. O coordenador técnico da minha equipe, Prof. Alexandre Moreira (por favor, leia o que ele escreveu na página "Ponto de Vista"), gosta muito de Yury Verkwoshansky, que é um russo que escreveu o livro "Treinamento Desportivo" editado no Brasil pela Editora Art-Med. Vc também pode dar uma olhada no site do CONI, que é o COB italiano. O endereço é www.coni.it Lá procure a página "Scuola dello Sport". Espero que essas dicas lhe sejam úteis. Um abraço.
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| 01-05-2002 |
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| Pergunta: |
Gostaria de saber p que serve o back spin?Também gostaria de saber o que é e para que serve o ball handing?Estarei muito grata se minhas respostas forem atendidas, muito obrigada!
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| Resposta: |
Pergunta ainda n㯠respondida
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| 01-05-2002 |
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| Pergunta: |
Resposta:Já ofereci um espaço no Databasket para o Alcir, mas ele recusou. RESPOSTA : Convem que ressaltar que não foi uma simples recusa , eu justifiquei , pq não tinha tempo suficiente para dar a devida atenção que este site merece e fazer um trabalho de qualidade , isto lhe informei e divulguei no Workshop . nem sei porque nesse excelente trabalho que faz o Alcir o Databasket é pouco citado. RESPOSTA : Caro Marcel toda vez que sai qualquer artigo , noticia , editorial etc , divulgo no Workshop , mais não custa vc dar uma forcinha ao nosso Workshop com a suas opiniões o que certa vez solicitei e vc informou-me gentilmente que o seu foco estava no site Databasket. Na minha opinião quanto mais pessoas com a sua experiencia participarem nas varias listas de discussões , sites , workshops , estaremos massificando as ideias sobre o que é melhor para o basquete pq são das dificuldades e ideias que nascem as oportunidades de melhoria seja em que segmento for ,em nosso caso o Basquete . Abraços , o meu Workshop esta aberto a todos que gostam do basquete e querem de uma forma ou de outra a cada dia oferecer atraves de suas opiniões , criticas e propostas uma melhoria no nivel do basquete de nosso País que tem um grande potencial profissional tanto tecnico como administrativo .
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| Resposta: |
Alcir, creio que temos o mesmo interesse no basquete brasileiro. Discuti-lo e melhora-lo cada vez mais. Leio todas as mensagens do Workshop e acredito no seu trabalho. Obrigado pelos esclarecimentos e iremos colaborar mais intensamente com o seu workshop. Abraços.
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| 01-05-2002 |
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| Pergunta: |
Gostaria de saber se o nene se diferencia muito de alguns pivos brasileiros como michel e estevam que para mim sao melhores
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| Resposta: |
Pergunta ainda n㯠respondida
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| 01-05-2002 |
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| Pergunta: |
Obrigado pel resposta e já repassei o eidtal para o Alcir e demais colegas que amam esse esporte. Por outro lado, gostaria de fazer a seguinte indagacão e com todo o respeito que tenho por vc pelo jogador que foi e tambem por ter dado uma gloria para o nosso basquete: Pq ao invés de apenas dizer que não concorda totalmente com as minhas opiniões, vc não divulga a sua no workshop do Alcir? Assim, teremos a certeza de que pessoas que conhecem o baquete e vc como estudioso do assunto acrescentaria algo para o desenvolvimento do esporte. Será que por vc ter um laço estreito com a CBB, haja vista que a fornecedora de material esportivo para CBB, salvo engano é sua, vc não poderá passar as suas ídéias para os amantes do basquete mesmo sendo contrárias as decisões tomadas pela CBB em determinados aspectos? Aguardo a sua resposta e gostaria de ouvir as suas críticas às minhas opiniões lançadas no workshop do Alcir, pois infelizmente não posso participar de uma tribuna que existe em seu site onde as pessoas saibam apenas agredir uma a outra sem manter ao menos o nível de educação.
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| Resposta: |
Bruno, o meu único laço é com o basquete brasileiro, que me deu tudo o que tenho e a ele devo enorme gratidão. Ao contrário de muitos que usam o basquete em seu benefício pessoal, eu quero devolver ao basquete brasileiro tudo aquilo que ele me proporcionou. Embora a Undici tenha colaborado com a CBB na questão dos uniformes, isso nunca me impediu de expor aqui as minhas idéias. O problema que enfrento no "Pergunte" é que os que me interpelam vêm com algumas definições já programadas e querem que eu as referende. Quando elas batem, vai tudo bem. Ao contrário, quando tenho conceitos diferentes dos que os que me perguntam o "bicho pega". Você está sendo muito gentil em me tratar dessa maneira. Eu já tive que enfrentar muita confusão pelas minhas respostas. Uma das razões que me levam a temer escrever no workshop do Alcir, onde vc é um brilhante interlocutor, é acreditar que a CBB tem seus méritos quando faz um CNBM cada vez melhor. Esse ano, por exemplo, não tivemos nenhuma equipe que perdeu todas, tivemos o Minas TC que entrou "pagando" e fez uma equipe que irá disputar os playoffs e fomos brindados com a TV aberta, que leva o basquete para o grande público. Temos campeonatos de base em todas as categorias de base. Tudo isso foi pedido no workshop do Alcir. Tudo isso é mérito da CBB. Agora, que nós estamos muito longe do ideal, estamos sim. Um país com as nossas dimensões tem que ter mais campeonatos, mais jogadores e mais competição. Se formos falar de técnica de jogo eu serei apedrejado em "quadra pública", pois sou totalmente contrário ao que fazemos por aí tanto no ataque como na defesa. Acredito que desperdicemos o talento e a capacidade de intuir e entender o jogo do atleta brasileiro, sem contar o tipo de treinamento que ministramos aos nossos atletas em todos os níveis. É preciso mudar a cara do basquete brasileiro, para que deixemos as últimas colocações nos mundiais, que nos classifiquemos novamente para as Olimpíadas, que retomemos a hegemonia sul-americana em todas as categorias e que o basquete feminino chegue a todas finais dos campeonatos que dispute. Embora o momento atual mostre que a situação mundial é complicada, não aceito e nunca vou aceitar o que eu mesmo declarei em um jornal de São Paulo: o Brasil pode ficar entre o 4º e o 12º lugar no próximo Mundial. Isso me enche de revolta, pois sei que a melhor qualidade do brasileiro é a adaptação às mudanças. Nós ganhamos nossos Mundiais quando o basquete estava mudando, nós vencemos o Pan de 87 porque antecipamos o uso do arremesso de 3 pts como um arremesso normal de jogo e nós atualmente estamos indo atrás da história ao invés de fazermos a história. Está bom assim? Abraços.
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