| 29-12-2001 |
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| Pergunta: |
Marcel, primeiramente quero parabenizar, atraves de vc, o Pinheiros pelo titulo Estadual Masculino Juvenil, mostrando que as equipes tradicionais continuam revelando grandes atletas. Mas gostaria de perguntar a vc se vc chegou a assistir a algum dos jogos da final ou algum outro jogo contra a Hebraica, o que vc me fala do Jefferson, sinceramente acho que vai ser um dos grandes destaques do esporte no futuro, o cara joga demais e a estatura dele ajuda muito não acha? E acho que se ele trabalhar com vontade e da maneira correta, tem tudo pra ser um jogador completo... Um Feliz 2002 para vc e que em 2003 vc possa estar com o Pinheiros ou outra equipe no CNBM!
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| Resposta: |
Vinicius, a conquista do estadual juvenil foi muito importante para o Pinheiros. Assisti aos dois jogos da final e fiquei impressionado com o nível dos jogadores. o Jefferson tem muito futuro. Dizem que ele irá para os EUA em agôsto. Vamos torcer para que ele tenha sucesso. Feliz 2002 para vc também e obrigado pela atenção.
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| 28-12-2001 |
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| Pergunta: |
Marcel, espero que o Natal tenha sido bom para você e toda sua família. Resolvi mandar esta pergunta porque estas curiosidades me perseguem há um bom tempo e ninguém melhor do que você para responde-las: A empresa que por ventura venha a patrocinar uma equipe de basquete pode abater este investimento no imposto de renda ? Qual(is) o(s) argumento(s) utilizado(s) para convencer um virtual patrocinador a investir no esporte / basquete ? Comprovadamente, por estudos e pesquisas, o basquete dá lucro ? O quão interessante é / pode ser para o patrocinador investir no basquete ? De antemão lhe agradeço por qualquer informação e peço encarecidamente que nos ajude por meio delas pois precisamos muito conseguir uma verba a mais (patrocinador(es))para o nosso basquete de Orlândia. Temos uma pretensão de crescer e aparecer para o basquete de nível e sabemos que podemos fazê-lo. Todavia, o capitalismo faz as coisas mais complicadas e caras demais para a prefeitura de um pequeno município(35 mil) como o nosso. Espero ansiosamente por suas respostas. Um grande abraço e que 2002 seja um ano de mais sucesso e realizações.
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| Resposta: |
Francisco, vou tentar dar a minha opinião sobre patrocínios, sem me ater necessariamente às suas perguntas. Com o decorrer dos anos, mudaram os conceitos de relacionamento entre patrocinador e equipes patrocinadas. À medida que os investimentos no esporte se tornaram significativos, esse relacionamento foi passando de amadorismo para "paitrocínio", "amigopatrocínio", "doações", "gestão, "co-gestão", parcerias, incorporações e finalmente... amadorismo. Explico: nos primórdios dos esportes, jogar em algum time era motivo para se conseguir um emprego. Meu pai radicou-se em Jundiaí, pois, como era dentista, lhe ofereceram um emprego num Grupo Escolar para que se transferisse de Campinas para Jundiaí e defendesse a cidade nos Jogos Abertos de 52. Depois veio a figura paterna, ou quem lhe fazia as vezes, para arcar com as despesas das equipes. Lembro-me que meu pai fornecia o transporte e abrigava atletas das equipes de Jundiaí na nossa casa (refeições incluídas). O bom e velho Ramon também "paitrocinava" a minha ida ao Corinthians para que eu pudesse treinar (carro, gasolina, motorista). Com o crescimento do esporte, os amigos passaram a colaborar com o time da cidade (refiro-me não só à Jundiaí) e no exemplo de meu pai, o Colégio Divino Salvador possuía uma equipe de basquete feminino onde já despontava a Paula e a "Auto Escola Mug", de propriedade dele, foi a primeira patrocinadora da Paula. O basquete foi crescendo até chegar aos duelos entre Sírio e Franca, onde abnegados do clube paulistano e da cidade de Franca "doavam" recursos para que essas equipes pudessem ter em suas fileiras, a quase totalidade de seus jogadores da seleção brasileira. No feminino apareceu a figura dos "mecenas", que "doavam" grandes somas para apreciar o duelo entre Paula e Hortência. Os limites entre essas épocas não são claros, nem estou sendo totalmente exato, mas com o aumento da competitividade, do número de atletas e de clubes, passou-se à gestão dos recursos obtidos através de empresas que associavam seu nome a essas instituições clubísticas. Na época dizia-se que ter o nome da empresa na camisa do clube gerava grande prestígio e retorno publicitário para a empresa. O que mais tarde provou ser não muito exato, pois não se media com precisão o retorno desse tipo de investimento. Outro problemão da época foi a utilização inadequada desses recursos para o sustento de quem os tratava. Não irei citar nomes, mas muita gente se aproveitou dessa "gestão" para gerir seus negócios particulares, o que provocou certo estresse na relação patrocinador/equipe. Surgiu então a co-gestão, onde o patrocinador colocava uma pessoa de sua confiança para acompanhar e interferir nos destinos da equipe patrocinada. Isso também não durou muito, pois além do fato dessa pessoa não conhecer "nadica de nada" de esporte, quanto mais de basquete, ela também ficava com uma grande soma de recursos para gerenciar e tendia a utiliza-los em seu próprio benefício. A solução encontrada foi a parceria, onde estudos mostraram que a equipe era apenas um instrumento de marketing do patrocinador e deveria ser utilizada como tal. Excelente idéia, que foi muito mal aproveitada pelas próprias equipes de marketing dos patrocinadores, pois ao tratarem o esporte e atletas como produto, tiraram a credibilidade de certas competições, além de mostrarem mais um caminho de negócio para os donos das redes de mídia (jornal, televisão, rádio, etc). A expressão máxima dessa obtusidade marqueteira foi a compra do espaço televisivo por empresas, como se fosse espaço de publicidade, ou seja, jogos de um campeonato foram comprados como espaço publicitário. A partir desse momento as TVs abertas deixaram de transmitir jogos a menos que se comprasse o tempo de exposição. Um verdadeiro desastre. Nesse ponto, algumas empresas passaram a incorporar o esporte como uma ação social e são relevantes os casos do BCN, com seus núcleos de basquete e volei feminino na cidade de Osasco e os Centros de Excelência do Rexona em Curitiba. Essas empresas também possuem equipes de alta performance, as quais são administradas inteiramente por elas próprias, sem a interferência de outrem. Com a crise mundial a qual passamos e o aperto fiscal, ficou mais difícil para as equipes conseguirem um patrocinador e, por isso estamos de volta ao amadorismo, onde temos atletas que conquistam campeonatos dizendo que "cumprem o seu compromisso por amor à camisa", equipes que não se dissolvem simplesmente porque juntas conquistam muitos títulos e isso nunca deixou de ser importante, mesmo que não se receba um centavo. Se isso não for amadorismo, não sei o significado dessa palavra. Está faltando somente um conselheiro de um grande clube conseguir um emprego para esses atletas em uma de suas firmas, como foi o caso de papai em 1952. Portanto, Francisco, atualmente sua equipe deverá se encaixar em um desses modelos, pois todos eles ainda estão por aí. Embora o esporte seja um produto de grande retorno, é muito difícil hoje em dia encontrarmos alguém disposto a empenhar recursos em algo que não seja seu. Veja o exemplo do basquete onde os patrocinadores são os verdadeiros donos das equipes: COC, Unit, Universo, Tilibra, Valtra, Uniara, Unisanta, Sundown etc. As prefeituras ainda são fontes de recursos, desde que a equipe represente a cidade em Jogos Abertos/Regionais: São Caetano, Santo André, Guarulhos, Franca, Ourinhos, Casa Branca, etc. Clubes como Pinheiros, Palmeiras, Corinthians, A Hebraica, têm grande parte de suas verbas vindas de seus próprios recursos. Sobraram a Unimed, que patrocina várias equipes do interior de S.Paulo, a Blue/Life que tem alguns acordos com os clubes que patrocina e o Expresso Guarará, que é parceiro de Santo André. Patrocinador mesmo é um pouco difícil. Os tempos estão mudando e teremos todos que nos adaptar aos novos ventos. Feliz 2002 novamente.
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| 26-12-2001 |
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| Pergunta: |
Oi marcel tudo bem??????? Gostaria de saber, quais são suas espectativas para os playoffs entre Franca/Unimed x Uniara/Araraquara e COC Ribeirão X Bauru/Tilibra....... Abraços Flávio
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| Resposta: |
Flavio, para mim passam Franca e COC. Feliz 2002. Abraços.
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| 23-12-2001 |
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| Pergunta: |
Marcel, infelizmente o nosso Pinheiros saiu. Uma pena, pois gostaria de ver a sua equipe no CNBM, que aliás, já virou bagunça. Parabéns pelo belo trabalho de montar um time competitivo sem muito dinheiro e revelando novos jogadores. E agora ? O que você espera do Paulista ? Particularmente, penso e torço para que o ganhador da série Uniara x Franca seja o campeão. Qual o seu preferido? Um grande abraço e um Feliz Natal para você e sua família.
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| Resposta: |
Francisco, obrigado por suas palavras. Infelizmente não foi possível a ida do Pinheiros ao CNBM. Fica para uma próxima oportunidade. Agora é continuar o trabalho esperando revelar outros jogadores para o basquete brasileiro. Particularmente não tenho nenhuma preferência, mas acredito que o campeão paulista sairá do confronto entre Franca e COC. Feliz 2002 para vc e os seus.
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| 21-12-2001 |
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| Pergunta: |
Marcel, esse CNBM 2002 esta mesmo um ROLO hein? Me explica agora pq o Gama ficou fora? Já nao estava tudo certo com 18 equipes? Agora ja passaram para 17 equipes... Não entendo mais nada, e não duvido nada tb que até a vespera do inicio tenha alguma nova mudança! Não sei tua opinião, mas para mim isso tudo é sacanagem, primeiro se anunciam 18 equipes, depois 17, sem comentários..... Mas quero saber o que vc acha disso tudo! Um abraço
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| Resposta: |
Vinicius, o Gama ficou de fora por não cumprir as exigências técnico-administrativas-financeiras da CBB. Trocando em miúdos, isso significa que o Gama não depositou a quantia exigida, nem formou um time em condições de disputar o CNBM, pelo menos por enquanto. Como uma das exigências para disputar o CNBM passou a ser financeira, também não duvido que, até o final de janeiro, nós tenhamos algumas surpresas. Sacanagem não é. O que acontece é que nem sempre somos capazes de manter a escrita aqui no Brasil. Vai saber porque. De qualquer maneira, o ponto positivo de tudo isso é que tem time sobrando para disputar o CNBM, enquanto outros esportes vendem fumaça. Feliz 2002.
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| 20-12-2001 |
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| Pergunta: |
Marcel, eu fui ao ultimo jogo do coc contra pinheiros em ribeirão . gostaria que vc comentasse sobre o fato que ocorreu bo jogo com o guilherme e o rodrigo. Afinal o guilherme é um jogador de seleção e não deveria ter aquela atitude.obrigado.
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| Resposta: |
Felipe, concordo com vc. Não só o Guilherme como também o Rodrigo não deveriam ter tomado aquela atitude. O problema é que fatos como esse estão se generalizando em todos os jogos. Vc se lembra do Alex na partida contra a Tilibra, não é? O quarto jogo entre Valtra e Uniara em Mogi também teve confusão. Essas atitudes precisam ser controladas e não podemos deixar que cheguem a esse ponto. Somos todos responsáveis. A vontade de vencer jamais deverá ser traduzida em violência.
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| 18-12-2001 |
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| Pergunta: |
Marcel, fiquei muito chateado com a derrota do Pinheiros no último sábado pois assisti ao primeiro tempo e achei a sua equipe melhor em quadra. o COC só estava encostado, a meu ver, por causa dos "turnovers" que conseguiu converter em pontos. Toda a sorte do mundo em Ribeirão, vou fazer o possível para estar lá. Como disse no último e-mail que escrevi, não gosto da idéia das finais do Paulista em janeiro. Penso que o campeonato deveria começar mais cedo, por volta da 2ª quinzena de agosto, só parando para os Jogos Abertos(aliás, no caso do basquete, penso que só se deveria permitir jogadores até 21 anos. Os Jogos Abertos, tanto quanto os J. Regionais, não cumprem o papel de revelar jogadores e viraram instrumento político das prefeituras, que se aproveitam de um trabalho desenvolvido por clubes (Rio Pardo,p.ex.)ou entidades privadas (COC, UNIARA) para se vangloriarem da administração que "fazem" com relação ao esporte. Todavia, isso é outra história.). Disputaríamos o Paulista até o Natal, férias até por volta de 20 de janeiro, iniciamos o Nacional fim de janeiro/começo de fevereiro e vamos até fim de maio/início de junho. Daí, dois meses de férias até o próximo Paulista. Penso que assim seja melhor. As férias são imprescindíveis para todos, principalmente no período de festas de fim de ano. Os Wizards estão muito bem, não acha ? Ganharam as últimas seis. Jordan está passando mais e decidindo quando realmente precisa. E ele é tão bom que mesmo com médias de 23 pt, 6 rebs e 5 ast (excelente para o nível da NBA) temos a impressão de que ele está mal, o que não é verdade. Será que no começo a presença dele estava intimidando seus companheiros ao invés de enche-los de confiança? Um abraço e boa sorte em Ribeirão. Sou Pinheiros !
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| Resposta: |
Caro Francisco, agradeço muito o seu apoio. Ao contrário do que possa parecer, sinto-me muito motivado em prosseguir a minha luta para mudar a cara do basquete brasileiro. Essa eliminação me dá mais forças para continuar a desenvolver os meus ideais e não serão tais fatores que me demoverão de seguir o meu caminho. Concordo em muito do que vc fala a respeito dos Jogos Abertos/Regionais. Porém as equipes contam com o apoio logístico das cidades (transporte, alimentação, estadia, taxas da FPB) para disputarem os campeonatos oficiais. Exigem apenas que essas equipes disputem os Jogos. Quanto ao calendário, eu acredito ser melhor jogarmos o ano todo. Na Europa, os grandes campeonatos não serão paralisados no Natal, nem no Ano Novo. Se isso ocorresse por aqui, o campeonato paulista terminaria na primeira semana de janeiro e todos teriam tempo para descansar até o CNBM. Os Wizards estão melhorando muito. MJ é muito competitivo e está fazendo o que precisa ser feito para vencer. Diminuiu os pontos, mas o seu time está ganhando em jogo coletivo. Acredito que seus companheiros de equipe já se acostumaram a ele e vice-versa. Abraços.
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| 15-12-2001 |
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| Pergunta: |
Marcel, o que vc me fala sobre os Wizards? No começo pareciam que nao iam ser mais que um mero coadjuvante na NBA, apesar da estrela "Jordan", mas agora do nada resolveram ganhar de "todo mundo"! Será que Jordan deu mesmo uma bronca no time todo, que deu esse efeito ou será que os jogadores simplismente resolveram jogar o melhor basquete que podem? Pra vc o Jordan esta mesmo carregando o Washington nas costas? Um abraço
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| Resposta: |
Vinicius, sem dúvida alguma, Washington é uma outra equipe com MJ. Acredito que Michael quis, no início, atuar como nos tempos de Chicago, mas não tinha a mesma força física nem os companheiros que tão bem o auxiliaram no passado. Sua ausência por uma contusão no joelho, como ele mesmo declarou, foi um sinal que seu corpo lhe deu, mostrando que ele já não era mais o mesmo. MJ resolveu então aproveitar o que tem atualmente de melhor, sua experiência e carisma e, após dar aquela bronca em seus companheiros, passou a selecionar melhor seus arremessos e a envolver seus comandados nos momentos decisivos. Seus números de arremessos diminuiram, mas os de rebotes e assistências aumentaram. Essa mudança no comportamento de MJ, deu mais poder de decisão a Richard Hamilton, que é o jogador que melhor aproveita os cuidados defensivos dispensados à MJ. Michael também guarda sua energia para os momentos decisivos, onde ele é soberano. Os Wizards passaram a jogar melhor coletivamente e agora podem aspirar aos playoffs, pois Jordan, como todo jogador excepcional, tem o poder de melhorar o jogo de seus companheiros. Abraços.
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| 13-12-2001 |
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| Pergunta: |
Marcel, gostaria de saber se vc ja esta por dentro de onde será realizado o Quadrangular Final do Estadual Juvenil que será disputado entre Franca, Pinheiros, Hebraica e Casa Branca! Li que a diretoria do Franca estava tentando conseguir com empresarios da cidade um montante de R$7mil para conseguir realizar o quadrangular aqui na cidade, tudo isso devido a crise que a equipe passa com patrocinio... Dinheiro esse que seria para arcar com as despesas de juizes, hoteis para as demais equipes entre outras despesas. Li tb que seria mais facil o quadrangular ser realizado em São Paulo, e inclusive seria mais facil para Pinheiros e Hebraica cobrir as despesas, pois iriam receber apenas 2 equipes na cidade e o custo com arbitros seria mais baixo. Gostaria de saber o que vc esta sabendo a respeito, creio que vc sendo técnico do time adulto do Pinheiros deve estar sabendo de algo, pois ainda nao li nada a respeito no site da FPB e nem ouvi falar aqui na cidade qual foi a decisão da Federação! É isso ai, um abraço.
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| Resposta: |
Vinicius, sei que nada sei. Muito foi comentado, mas até agora, sábado 15/12, nada foi oficialmente decidido. O mais provavel é que as séries entre Pinheiros contra Casa Branca e Franca versus A Hebraica sejam realizadas. A FPB dará a última palavra na próxima semana. Abraços.
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| 12-12-2001 |
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| Pergunta: |
Marcel,
O que falei é verdade o Miguel Palmier foi mandado embora pq quiz mandar o preparador fisico do Sr.Alvaro Diretor de Basquete da Universo - GO ,que era preparador da equipe. Seu irmão sabe disto pergunte a ele ? e tem mais coisa que rola aqui que nao vou mencionar pq não tenho confirmação ,mais as pessoas começam a comentar . Eu sou jogador somente iria para um time destes se ganhasse muita grana , pq não sabemos como o diretor vai acordar se ficamos ou estamos demitidos. Gostaria da sua opinião dessas atitudes que julgo de estrema falta de consideração com um profissional e como vc bem disse em sua resposta que o tecnico tem direito de escolher a sua CT , mais parece que este tipo de coisa não existe no Universo / Ajax. Como atleta , Sandro e Manteiguinha , pensem duas vezes antes de ir para lá ,pq podem ficar sem emprego no meio da liga . Marcel vc não concorda Marcel que tranquilidade um tecnico ou um atleta tem em trabalhar em um time destes.
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| Resposta: |
Rone, a questão é um pouco mais complexa e muita coisa acontece sem que a grande maioria das pessoas saibam. Só quem vive o dia-a-dia de uma equipe pode avaliar o que houve entre o Miguel e o Universo. Tentei tirar alguma coisa do Maury, mas ele foi muito discreto e não quis comentar o fato comigo. Também não insisti muito, pois estaria ferindo a minha noção de ética. Para mim é muito claro que o treinador tenha o direito de escolher sua equipe, mas precisamos saber quais foram as condições dadas ao Miguel quando ele substituiu o Miguel Angelo da Luz. Isso nós nunca iremos saber. Não dúvido de vc, quando diz saber o que aconteceu. Entretanto, é preciso ter muito cuidado com as relações de trabalho entre treinador e clube, pois sempre tem alguma coisa que fica somente entre eles. Uma tendência do basquete atual é o dono do time ser o patrocinador (Unit, Universo, COC, Tilibra, Valtra, Uniara, Unisanta, etc) e isso pode levar a situações como essa, pois quem paga é também dono do time e tem influência direta e imediata nas decisões da equipe. Não acredito que uma instituição como a Universo possa pensar em demitir jogadores no meio da liga sem um motivo justo. Quanto a nós, técnicos, estamos habituados a esse rodízio. Daqui a pouco veremos a volta por cima do Miguel Palmier.
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