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19-10-2001
Pergunta:
Marcel,

Tenho lido na tribuna livre e aqui algumas coisas que não entendo :
Como um atleta durante um ano pode disputar varios campeonatos regionais ?
Como a CBB permite que jogadores de um estado que nem disputou o campeonato de uma cidade representar aquela cidade como aconteceu com o time do Tocantins cujos jogadores e tecnicos eram de SP?
É possivel o Gama de brasilia levar o time de Londrina só para disputar as finais da Centro Oeste , o regulamento permite isto ?
Enfim estou sem entender nada posso estar errado mais me parece um desoganização total dentro do basquete por favor me explique ?
Resposta:
Rubens, estou lhe respondendo sem ter consultado nenhum regulamento. Baseio-me apenas na minha experiência e posso estar enganado. O jogador de basquete está impedido de atuar por um clube em apenas duas situações. A primeira é a de disputar dois campeonatos simultâneos por duas equipes diferentes. Por exemplo, o Marcelinho jogar o campeonato carioca pelo Fluminense e o paulista por Franca. Se tais campeonatos forem em épocas diferentes, acredito que isso seja possível. A segunda é que um jogador está impedido de atuar por dois clubes distintos na mesma competição, na mesma temporada. Isso quer dizer que quem já jogou a Copa Brasil Sul, não pode disputar a Copa Brasil Centro-Oeste. Outro impedimento ocorre quando o atleta assina a inscrição da CBB por mais de uma temporada. Nesse caso, o clube ao qual ele está ligado tem o direito de libera-lo ou não para atuar em outra agremiação. Tudo isso porque a Lei Zico e a Lei Pelé garantiram esse direito ao atleta. O que ocorria no passado é que um jogador estava vinculado a um time por toda a temporada e não poderia disputar nenhuma outra competição em nenhum outro campeonato, por nenhum outro clube. Se por uma infelicidade o atleta encontrasse problemas com a sua equipe, ou ele desistia da temporada ou "ficava na mão" da diretoria. Era um sufoco, pois isso ocorria com muita freqüência e os dirigentes utilizavam dessa arma em detrimento do atleta. Hoje tudo isso está mudado. Nós, por exemplo, tivemos um problema desses com um jogador da categoria juvenil, e o liberamos para outro equipe. Hoje ele atua na equipe principal dessa equipe no campeonato paulista, mas está impedido de atuar no campeonato da categoria juvenil por essa mesma equipe. Portanto, Ricardo, não é um problema só da CBB e sim do esporte brasileiro. O atleta tem direitos que devem ser respeitados e teoricamente essa desorganização (não concordo muito com a palavra) é válida. Fica, é claro, o bom senso de prestigiar seus atletas para que eles cresçam tecnicamente, mas quando a rivalidade, os interesses e a competição entram em jogo, tudo pode acontecer.
19-10-2001
Pergunta:
Marcel,

Gostaria primeiro de agradecer sua atenção em responder minhas duvidas gostaria de sua opinião sobre os seguintes assuntos :
1 - Vc acha valido times da região norte estar disputando a copa centro oeste , como o caso de Rondonia e Acre?
2 - Sei que temos que dar chance a todos mais o nivel dos times que vieram do aCRE ,RONDONIA E Mato Grosso , foram vergonhosos basta ver os resultados e esses times alem de não acrescentar nada a competição ,não terão nenhum crescimento pq os demais times usam eles como sparring para dar show de entrerradas , ponte aera e etc e o publico foge dos ginasios por se tornarem jogos massantes .
3 - Não estaria na hora da CBB aumentar o numero de vagas para estados que estão com times fortes e representativos ,no caso de Goias e Brasilia ?
4 - No caso de Brasilia por exemplo o que vi foi o time da APCEF , cedendo a maioria de seus jogadores , para Universo , Jaó e Gama e ficando de fora , certamente se brasilia tivesse mais uma vaga a centro oeste seria mais competitiva e o publico teria mais interesse.
5 - O que vc acha destes times barriga de aluguel como o caso do estado de Tocantins que formou um time com todos os jogadores de SP , inclusive o tecnico para disputar a centro oeste , não seria mais certo a CBB avaliar estes fatos e dar mais uma vaga para quem faz basquete o ano inteiro e não aqueles que não fazem nada e como tem dinheiro pegam um time formado de outro estado para representar o seu estado ,fica aqui uma sugestão somente deveria ir par centro oeste o time campeão no caso de uma vaga e duas o campeão e vice .
Não quero mais me alongar gostaria de sua opinião .
Resposta:
Ricardo, vou lhe responder de acordo com os números das perguntas. 1)Acredito que a divisão feita pela CBB não tenha obedecido à critérios puramente geográficos, mas sim de natureza logística, tentando equilibrar o número de participantes nas diversas Copas. 2) Sei que o sistema de disputa ainda está muito longe do ideal, mas essas equipes que foram apenas participar, desenvolvem um trabalho social importante graças ao basquete. Quem joga por essas equipes, de uma certa forma está trabalhando, treinando, tem destaque em seus estados e isso também é importante. Nos Jogos Olímpicos também participam equipes assim. Lembra-se daquele nadador que ganhou uma bateria e quase não chegou por não saber nadar? Acredito que foi muito importante para ele estar ali, aos lados dos melhores. No basquete é a mesma coisa. Não é só competição. Existem lugares onde é uma honra servir de sparring para os melhores. Esses esportistas voltam para as suas casas contando maravilhas do que viram e, às vezes isso pode ser fundamental para o descobrimento de um grande talento para o esporte. 3) Acredito que as vagas devessem ser distribuídas de acordo com índices técnicos bem estabelecidos. Entretanto, correríamos o risco de termos um campeonato com clubes somente de São Paulo, Rio, Minas e Paraná. Circula no "Tribuna Livre" e no fórum do Alcir que Londrina irá disputar a Copa Centro-Oeste pelo Gama. Será que isso é bom para os atuais jogadores do Gama? Creio que já esteja na hora de Brasília entrar no CNBM, mas será isso viável? 4) O que aconteceu com a APCEF é fruto da falta de incentivo que os clubes de Brasília têm para segurar seus melhores valores. O basquete brasileiro está pleno de jogadores brasilienses. Creio que se deva mudar a estrutura dos campeonatos para que BSB consiga segurar seus atletas. Não sei se só uma vaga no CNBM seja suficiente. 5) Infelizmente é uma manobra válida e não ocorre só no basquete. Nós do Pinheiros fomos, anos atrás, convidados a participar do campeonato gaúcho para tentarmos uma vaga no CNBM. Posso lhe dizer que não foi uma experiência das mais agradáveis, pois nos sentíamos como intrusos. Embora tivéssemos tido toda a hospitalidade e melhor tratamento possível, posso entender porque é difícil aceitar fatos assim. Também concordo com vc que é muito melhor investir em quem faz basquete o ano inteiro no local, mas as perguntas são: o que leva uma equipe a fazer esse tipo de manobra? Qual seria o interesse?
19-10-2001
Pergunta:
Marcel ,

Tenho lido muita coisa sobre o exodo de atletas para o Rio de Janeiro , no meu modo de entender acho uma furada , sei que são atletas profissionais e onde oferecerem condições de trabalho vão ,pq vivem do basquete , veja a situação do Vasco , li hoje em um site que se a situação se permanecer certamente não terão time para o brasileiro , isto é triste .
A minha pergunta é o seguinte vc não acha que as Federações juntamente com a CBB , deveria obrigar aos clubes fazer um tipo de seguro , uma carta de fiança bancaria para garantir o pagamento dos jogadores caso o clube não tivesse recursos para pagar como no caso do Vasco?
Vc não acha que este tipo de coisa denigre a imagem do basquete ?
No futebol sabemos que o calote salarial é uma constante e isto se acentuou depois que clubes de futebol começaram a participar do basquete ,volei etc ,coisa que não se vê em outros clubes ou clubes/empresas , ou se existe é abafado não vem a publico ,minha pergunta é a seguinte vc não acha que a entrada de clubes de futebol no basquete futuramente não trará consequencias tragicas para o esporte , este ano o Botafogo saiu ,fala-se que o Fluminense certamente não tera estrutura para ano que vem bancar a estrutura deste ano isto somente esta acontecendo por causa da comemoração dos 100 anos do clube , com a aposentadoria do Oscar ano que vem como ficará o Flamengo, ou seja vejo o filme o retorno de jeddai desses jogadores para São Paulo e o basquete do Rio voltará aquilo que foi durante alguns anos inexpressivos.
Gostaria de sua opinião .
Resposta:
Ricardo, sempre que não vou ao encontro das afirmações dos meus visitantes causo um certo estresse no "Pergunte". Portanto, desde já estou me desculpando com vc por ter algumas idéias que, em parte discordam das suas. Acredito que não tenha sido uma roubada tão grande, falo dos basqueteiros, a ida dos atletas para o Rio. Segundo me recordo, eles foram para lá bem antes das Olimpíadas de Sydney e os problemas só começaram logo depois delas, quando já não era tão interessante assim manter plantéis a um preço tão caro quanto os praticados na época. De qualquer maneira, todos os atletas de alto rendimento brasileiros tiveram, graças aos clubes cariocas, a oportunidade de realizar seus treinamentos no melhor nível possível. O que aconteceu depois é que eu não concordo e, a partir desse ponto, lhe dou ampla razão. Não sei porque todos os envolvidos com tais problemas aceitaram e ainda aceitam essa situação. Seria interessante termos a opinião de um deles para tentarmos entender como um atleta "profissional" joga de graça por tanto tempo. Só o amor ao jogo (MJ?) explicaria. A carta fiança que vc tão bem sugere é coisa de primeiro mundo. Lá quando uma equipe não paga os seus atletas, fica automaticamente excluída das competições. O sindicato dos atletas desses países é muito forte e tem voz ativa. Não sei se a imagem do basquete pode ser denegrida por um problema quase universal. Após os lamentáveis fatos do mês de setembro, o mundo mudou muito no que tange aos investimentos. Estão todos esperando o que acontecerá e evitam novos investimentos. Os esportes estão sofrendo muito. O que vejo é o surgimento de novos valores no basquete. São jovens atletas, tanto no masculino como no feminino, que poderão, com o estímulo adequado, dar muitas vitórias ao nosso esporte. Concordo que a estrutura futebolística no basquete deva ser repensada, mas o basquete carioca parece ter atingido a maturidade. Faz muito tempo, mesmo antes desses problemas começarem, que o campeonato carioca é organizado e está dando frutos. É só verificar a relação de atletas do Rio que têm destaque no campeonato para confirmar mais ou menos isso. Por outro lado o campeonato paulista está muito melhor que nos tempos dos figurões: mais competitivo e um grande celeiro de jovens talentos. Não se esqueça também de que as Universidades estão tendo grande retorno com seus times de basquete. Parece que o basquete foi o responsável pelo crescimento da Unit. Espero sinceramente que vc não tenha ficado de alguma maneira aborrecido com os meus comentários.
19-10-2001
Pergunta:
Marcel, muitissimo obrigado pelas suas respostas. Te digo sinceramente que elas me fizeram pensar mais sobre o basquete e a minha atitude em relação à ele. Sei que ainda sei pouco, muito pouco mesmo sobre este esporte maravilhoso, mas tuas respostas e as reflexões que fiz em cima delas, além das opiniões dos verdadeiros amigos e conhecedores do que se passa numa quadra, me levaram a estabelecer pontos de partida e principios pessoais muito mais corretos. No mesmo Bola da Vez que você participou (se quiser uma cópia, é só dar um toque), lembro-me bem que você disse o jogador, o exemplo, salvo engano, era o Fabião do Pinheiros, tem que pensar em ser o melhor jogador que ele pode ser. É nisso mesmo que devemos pensar, não é? Devemos nos dedicar ao máximo, fazermos o que pudermos para sermos o nosso melhor, e aquilo que conseguirmos alcançar é conseqüência do nosso trabalho. Penso que a maior mensagem que você tenta passar no "Personal Coach", não é? Obrigado por abrir mais os meus olhos para isso nas últimas respostas. O Paulistão está muito legal. O Palmeiras x Corinthians da terça-feira foi muito bom. Espero que o Pinheiros e Hebraica seja ainda melhor. Como você mesmo disse, que o "Pinheirinho" se torne "Pinheirão" pois há tempos é um trabalho de revelação que pouquíssimos clubes vêm fazendo, pois penso que a esta nova leva do Paulista veio um pouco forçada por causa do êxodo de atletas para o Rio. Na transmissaõ do Camp. Carioca de Fluminense x Vasco, o Wlamir levantava a questão das conhecidas equipes "mercenárias", contratadas somente para a disputa dos Jogos Regionais e Abertos. Há muito essas competições não cumprem o papel de revelar atletas, pois se não contratam equipes, mandam os profissionais (COC, Araraquara, etc.)para competir em, ao meu modo de ver, jogos que eles não tem muito interesse. O que você pensa disso e como fazer para se mudar esse panorama? Um grande abraço.
Resposta:
Francisco, novamente agradeço pelas suas palavras. Eu também não sei e estou aprendendo muito nesses últimos tempos. Acredito ser importante ter uma diretiva e adapta-la de acordo com as situações em que a vida nos surpreende. Sempre disse aos meus atletas para darem o melhor de si e não julgarem os outros pelos seus erros. Atualmente prego que não julguem a si próprios e deixem o jogo fluir por eles como o rio em seu leito. Não deixa de ser um pouco complicado principalmente porque ainda são jovens e confundem o "eu" do "nós". É por isso que digo que o jogador, no caso o Fabião, tem que ser o melhor Fabião que ele possa ser. Ele deve, em primeiro lugar reconhecer as suas falhas e evita-las. Depois disso, deve fazer o que seja melhor para o time e não para ele. Isso é muito complexo, pois a mesma jogada pode ter várias interpretações diferentes. Passar essas coisas para os meus atletas está levando um grande gasto de tempo e energia, mas acredito que valha a pena. A minha proposta de técnico particular tem tudo isso, pois não é só a técnica e os fundamentos que contam para a formação de um grande atleta, mas sim o que ele é e o que ele espera de si mesmo. A anulação do "eu" em benefício do "nós" causa uma grande satisfação pessoal e, acredite em mim, o reconhecimento do indivíduo como um grande jogador. Estou escrevendo após a nossa vitória sobre a Hebraica. Hoje demos um grande passo em busca do "nós". O Paulistão está muito disputado e não acredito que estejamos forçando alguma coisa. É possível aumentarmos o número de jogadores. Basta darmos uma oportunidade real a eles. Se não houvesse basquete no Rio ou em Minas, não teríamos a revelação de muitos nomes, alguns já na Seleção, para o basquete brasileiro. O problema dos Jogos Regionais e Abertos deve ser encarado mais seriamente e eu acredito que o atual modelo esteja um pouco desgastado. Seria melhor que tivéssemos apenas as categorias sub-21 na competição. Por outro lado, algumas cidades fazem um excelente trabalho em vários esportes, sustentando-os quando necessário e colaborando para a manutenção e treinamento de atletas de alto rendimento. Isso é ótimo e tem que ser louvado. Fico dividido nessa questão. Abraços.
18-10-2001
Pergunta:
Marcel,

Como vc é bem informado ,gostaria de saber se as finais da Copa Centro Oeste será mesmo aqui na minha cidade Anapolis.
Pergunto pq aqui temos um ginasio municipal enorme mais o piso é de cimento ,será que mesmo assim a CBB fara as finais aqui?
Desde já agradeço a sua atenção
Resposta:
Ricardo, sinceramente não sei. Entretanto, acredito ser um pouco difícil que a CBB autorize a realização do quadrangular final de um torneio tão disputado e comentado como a Copa Centro Oeste (vide a "Tribuna Livre")num ginásio, que vc mesmo diz, privado de um piso compatível com o nível da competição. O regulamento da Copa Brasil, porém, não menciona o tipo de piso para os ginásios. Portanto, vamos aguardar um pouco mais.
12-10-2001
Pergunta:
Marcel, obrigado pela resposta. Penso que ouvindo pessoas do seu gabarito só temos a aprender, mesmo que discordemos da sua posição. Eu mesmo já me peguei pensando que as suas respostas poderiam ser um pouco mais elaboradas, mas cheguei à conclusão de que a questão é que nós queremos ouvir tudo e mais um pouco do que você tem a dizer, dada a sua tamanha capacidade e competência. Já até cheguei a pensar que para algumas perguntas a resposta fosse por demais evidente.
Sua resposta foi muito esclarecedora e motivadora. Me fez refletir mais sobre minha motivação, minha dedicação, enfim, minha vida e o basquete. Penso que sua resposta estreitou (desculpe se estiver sendo atrevido) um pouco o limite do que posso perguntar. Assim, vou direto ao assunto: você já pensou, seja em qualquer fase da sua carreira, que você tem um potencial, um talento, um conhecimento que só tem a acrescentar ao seu grupo, seja fazendo pontos, liderando os companheiros, etc.,mas se sente inseguro em mostrar todo seu "repertório" por temer caras e bocas, ciúmes, ser tachado de fominha, mascarado, e todas essas coisas do esporte? Se sei que fulano acerta 5 de 10 livre e cicrano acerta 7 de 10 marcado, devo passar a bola para fulano somente pelo fato de estar livre? Perdoe-me se o tom da pergunta tenha soado infantil, mas não achei maneira de ser mais objetivo. Espero ansiosamente por sua resposta. Um grande abraço.
Resposta:
Francisco, agradeço a sua compreensão. Fiquei contente em saber que, de algum modo, lhe provoquei uma reflexão sobre seus próprios valores. Passemos, portanto às perguntas que me faz. Creio que queira saber como eu enfrentava tais desafios como liderança, talento e potencial. É claro que são desafios, pois a gente nasce com eles e tem a oportunidade de desenvolve-los durante nossas carreiras. Alguns conseguem ir até o limite máximo, outros nem chegam a descobrir a sua verdadeira vocação, ou quando a descobrem, já é tarde demais. Eu nunca tive a preocupação, embora isso não deixe de ser um erro, de agradar aos outros. Sempre acreditei que a competência e a dedicação extremas são as únicas armas que deveriam ser consideradas. Inveja e ciúmes são sinais evidentes de incompetência e pouca dedicação ao ideal escolhido. Infelizmente o mundo não é assim e em alguns momentos mais valem a política e os acordos do que a competência e a dedicação. O mundo está lotado de gente que se deu bem assim. Eu continuo preferindo ser sincero aos meus ideais e procura-los seguindo a minha intuição e persistência. A sua segunda pergunta é mais específica e me parece ser vc um treinador que deve dizer ao seu armador quando ele deve passar para o seu melhor realizador, embora marcado, ou assistir ao fulano que está livre, mas cuja eficiência não é tão boa assim. Costumo sugerir aos meus jogadores que o mais importante é a equipe. A mesma bola poderá ser um arremesso forçado de fulano (o que faz 5 de 10 livre) ou uma grande cesta de cicrano (7 de 10 marcado). Dependerá então do que é melhor para a equipe. Esses são valores muito difíceis de serem medidos, pois não há regras exatas para avalia-los. Em resumo, vc deverá passar a bola para quem estiver em melhores condições de fazer alguma coisa importante para a sua equipe. Sei que é complicado, mas se vc pensar bem, fica até ridículo de tão simples. Abraços.
08-10-2001
Pergunta:
Marcel,no programa Bola da Vez você disse que desenvolveu mecanismos próprios para conseguir seus objetivos e que se não tivesse sido metido, arrogante, prepotente em certas ocasiões, no café da manhã você já estaria cortado da Seleção Brasileira. Gostaria de saber se a necessidade de agir assim ia contra algum princípio seu e até que ponto se deve pensar assim para alcançarmos nossas metas ? Li certa vez que a linha que separa a auto-confiança da arrogância é muito tênue. O que você pensa disso ? Como saber discernir uma da outra dentro da nossa própria cabeça ? Um grande abraço.
Resposta:
Na verdade, Francisco, o que disse no Bola da Vez foi que eu era muito jovem, aos 16 anos, para ser convocado para a seleção brasileira. Essa convocação provocou uma mudança radical na minha vida, embora tecnicamente já estivesse em condições. Imagine hoje, com essa renovação toda, o HR chamar um jogador da categoria infanto para a seleção. Será que esse atleta iria ter estrutura emocional para suportar o "tranco"? Foi o que aconteceu comigo. Um dia eu disputava o campeonato colegial em Jundiaí, no outro treinava com Ubiratã, Mosquito e Hélio Rubens, sem contar os "novatos" Carioquinha, Zé Geraldo, Adilson, Marquinhos, Dodi, Robertão, etc. Algum mecanismo de defesa eu tinha que desenvolver e bem rápido, pois a competição por uma vaga na seleção não é só técnica. O jogador tem que ser aceito pelo grupo e principalmente mostrar respeito aos mais experientes, sem perder a autonomia técnica. Não é fácil, graças a Deus, sobrevivi e tive uma longa carreira na seleção. Para estar na seleção, insisto que o atleta tem que criar alguns mecanismos de defesa e a autoconfiança é o primeiro deles, porque se você não acredita estar em condições de competir ali, jogando de igual para igual com os melhores jogadores do país, pode ficar em casa, que é mais saudável. Se fazer parte de uma seleção não é fácil, jogar com destaque é muito mais difícil. Bem eu dizia no Bola da Vez que esses mecanismos de defesa me levaram a ser taxado de metido, arrogante e prepotente, pois a minha maneira de enfrentar os desafios que vida me impõe acabou sendo a mesma que me levou a ficar entre os "cobras" da seleção e a me tornar um deles. Isso pode ser notado nas respostas que dou nessa página. Estou sempre batendo de frente com alguém, que talvez gostasse de receber uma resposta mais trabalhada, vamos dizer assim, mas ela quase sempre vem seca, direta e completamente diferente do que a pessoa gostaria de ler. Também recebo muitos e-mails, enviados ao Databasket, que pedem a minha substituição nesse espaço. Dizem que sou "mal educado" e, se não tenho "jogo de cintura", que venha um outro. Muitas das vezes concordo, outras nem tanto, pois já estou me acostumando a não agradar a todos e a ter certas divergências pessoais inerentes à minha posição no contexto do basquete. O que não posso é ir contra o que acredito ser a minha verdade e deixar de tentar convencer as pessoas à, pelo menos, ouvirem o que tenho a dizer, mesmo que essas mensagens saiam secas e aparentemente mal educadas. Aliás, mal educado, que é um eufemismo de arrogante, é o que tenho lido mais nesses e-mails que recebo. Quando se tem um objetivo, devemos persegui-lo até o fim das nossas forças. Eu, no passado, tive o sonho de jogar na seleção brasileira. Tenho certeza de que só consegui tal objetivo porque fui atrás dele até o fim. Quando as pessoas são assim determinadas, causam aos outros algumas reações como confrontação, ironia, desprezo até admitirem que ali está alguém que realmente acredita no que diz e luta por aquilo que acredita. Nesse instante vem a aceitação dessa pessoa e tudo passa a caminhar bem. Como atleta, passei por todas essas fases. Tanto é verdade, que aqueles que hoje me criticam a um certo ponto usam a frase "você foi um grande jogador, mas...", mostrando que, enquanto jogador tudo bem, agora, como qualquer outra coisa, eu sou arrogante, metido e prepotente. Não me iludo. Tenho muito a caminhar principalmente pelo fato de que passei toda a minha pós-adolescência e juventude dentro de uma quadra de basquete, cercado de pessoas que não eram da mesma idade que eu, buscando desesperadamente um sonho. Deixei de lado muitos dos mecanismos de controle e convívio social que todos desenvolveram nessa fase. Tive que crescer rápido e pago o preço disso até hoje. Por outro lado, não desisto de tentar mostrar ao esporte que amo, que também tenho uma mensagem a dar e que essa mensagem, embora atualmente pouco compreendida e muito confrontada, ironizada e até certo ponto desprezada, um dia, tenho fé, será aceita e reconhecida. Não importa quanto tempo ainda tenha que ir atrás desse sonho, nem tampouco se irei realiza-lo ou não. Muito menos o quanto terei que lutar para realiza-lo, pois o que conta é que essa é única forma que tenho de tentar devolver ao basquete tudo o que ele fez por mim. Não sei se respondi à sua pergunta, mas foi o que eu senti ao lê-la. Um abraço.
04-10-2001
Pergunta:
Desculpe, só corrigindo a minha ultima msg, o objetivo no mundial é a classificação para as Olimpiadas e nao para o mundial, como escrevi.
Resposta:
OK, Vinicius.
04-10-2001
Pergunta:
Marcel, a respeito da tua resposta sobre o Mundial, estou percebendo que problemas com calendário nao acontece só no futebol aqui no Brasil né, pelo visto no basquete esta até pior. Como vc mesmo disse vai ser muito cansativo e os jogadores nao terao o tempo suficiente para treinamento para o mundial, sendo que o nacional acaba pouco antes. Mas permanecendo esse calendário, vc nao acredita que nada possa ser feito? Estou te perguntando isso mas é impossivel tb, sendo que o nosso proprio técnico da seleção esta com um time de ponta no basquete e que com certeza estará nos playoffs. Mas sei lá, será que ja nao teria como reunir jogadores da seleção (os possiveis) sempre que for possivel para que ja se comece um treinamento? Ou vc acha que isso só atrapalharia mais esses jogadores, que passariam a ter maior carga além do que ja se tem nos clubes? Bom, vamos torcer que o pouco tempo que nos restar seja suficiente para que no mundial alcancemos nosso objetivo que é a classificação para o mundial!
Resposta:
Vinicius, espero que alguma coisa possa ser feita no sentido de dar mais tempo de descanso aos melhores jogadores do país, que seguramente estarão nas grandes decisões dessa temporada, como também proporcionar mais tempo de treianmento à seleção brasileira, pois o Mundial de Indianápolis é determinante para as futuras gerações de atletas e do esporte. Reunir jogadores fora do período de treinamento, ou da temporada da seleção, causa um estresse muito grande em todo o ambiente: equipes, treinadores, CT, jogadores e dirigentes. Não é fácil em nenhum lugar do mundo coordenar os interesses dos clubes com os da equipe nacional, embora um dependa do outro, pois a seleção sempre será o reflexo do basquete praticado no país e as equipes sustentam com a sua atividade anual, a forma física e técnica dos melhores atletas do basquete. A classificação para as Olimpíadas é o objetivo que todos nós iremos torcer e ajudar no que for possível.
03-10-2001
Pergunta:
Marcel, desculpe minha ausência deste espaço. Acredite, não foi proposital. Como fanático por basquete que sou, não pude deixar de ver sua participação na ESPN-Brasil comentando a volta de Michael Jordan. Concordo com você quando disse que ele não voltaria se não estivesse plenamente ciente das suas capacidades. Penso que ele vai jogar tão bem quanto a última temporada que participou pelos Bulls em 98, só não sei se os seus "escudeiros" vão acompanha-lo. Penso que chegaram à 2ª rodada dos playoffs, no máximo. E você, o que pensa? Se você fosse companheiro de equipe dele, se sentiria extremamente motivado em jogar o seu máximo pela simples presença dele na mesma equipe que você?
E o Paulista, qual a sua avaliação? Quando poderei assistir ao Pinheiros na TV (paga, infelizmente)e aqui pela minha região(Franca ou Ribeirão)? Um grande abraço.
Resposta:
Francisco, é bom te-lo de volta. Quanto ao MJ, acredito que ele irá jogar somente com os novos companheiros de equipe, aliás este é o seu objetivo, dar experiência ao Wizards. Não sou seguro de que cheguem aos playoffs, vc é otimista e isso é bom. Se eu tivesse tido a honra de atuar ao lado de MJ, teria feito de tudo para não atrapalha-lo, já que me considero de um nível muito abaixo do dele quando era jogador. O Paulistão está pegando fogo. Muitas revelações irão surgir essa temporada. Jogaremos na TV dia 20 de outubro às 17:00 horas contra a A Hebraica. Já na sua região, jogaremos só no final do segundo turno em Franca no dia 2 de dezembro. Seja bem vindo.
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